Fim da Escala 6×1: estudo do Dieese aponta impactos na saúde, renda e qualidade de vida
O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho ganha força em todo o país. Dados do Dieese mostram que 64% dos trabalhadores formais já têm jornada superior a 40 horas semanais, e entre os celetistas esse número chega a 75%.
O estudo aponta que trabalhar mais horas não significa ganhar mais. A remuneração média de quem trabalha até 40 horas é maior do que a de trabalhadores submetidos a jornadas entre 41 e 44 horas semanais.
O levantamento também alerta para os impactos na saúde. Mais de 6 milhões de trabalhadores que atuam acima de 40 horas semanais se afastaram por acidentes ou doenças. Segundo a OIT e a Fundacentro, jornadas longas aumentam riscos de depressão, doenças cardiovasculares, esgotamento e acidentes de trabalho.
Outro dado preocupante é o tempo de deslocamento: mais de 14 milhões de pessoas passam entre 30 minutos e 1 hora para chegar ao trabalho todos os dias.
Para o Dieese, reduzir a jornada e acabar com a escala 6×1 significa melhorar a qualidade de vida, ampliar o tempo para estudo, lazer e família, além de gerar mais empregos e distribuição de renda.

