Federação Livre destaca debate nacional sobre o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

O debate sobre o fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho sem redução salarial, voltou ao centro das discussões no Brasil e mobiliza sindicatos, centrais sindicais e entidades de defesa dos trabalhadores. Em meio às transformações no mundo do trabalho e às novas exigências da sociedade, a pauta ganha força como uma reivindicação histórica da classe trabalhadora brasileira.

Com o objetivo de ampliar o debate e fortalecer a mobilização nacional, o Sindicato dos Bancários-CUT, o Dieese, a CUT e outras centrais sindicais lançaram a cartilha “Por que queremos o fim da escala 6×1?”. O material reúne informações, estudos e análises sobre os impactos da atual jornada de trabalho na saúde, na qualidade de vida, na produtividade e na geração de empregos.

A publicação também apresenta dados que demonstram a dimensão do tema no país. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE, em 2025, cerca de 37% dos trabalhadores ocupados declararam trabalhar exatamente 40 horas semanais. Outros 31% cumprem jornadas entre 41 e 44 horas por semana, enquanto 16% ultrapassam o limite legal de 44 horas semanais.

Os números mostram que a redução da jornada pode impactar positivamente milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Entre os empregados formais, aproximadamente 22 milhões de pessoas — o equivalente a 54% do total — trabalham acima de 40 horas semanais. Já entre os trabalhadores informais, cerca de 4,8 milhões também enfrentam jornadas superiores a 40 horas.

Além de abordar conceitos relacionados ao tema, a cartilha apresenta um panorama histórico da luta pela redução da jornada no Brasil. O movimento sindical destaca que a última mudança significativa ocorreu há 38 anos, com a Constituição Federal de 1988, que reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas. Desde então, não houve nova redução legal do tempo de trabalho no país.

O debate também ganha força diante da tramitação do Projeto de Lei nº 1.838/2026, encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional, que trata justamente da redução da jornada e do fim da escala 6×1.

Para a Federação Livre, a discussão é fundamental para garantir mais qualidade de vida, saúde física e mental, além de promover relações de trabalho mais humanas e equilibradas. A entidade reforça que a redução da jornada representa um avanço social importante, capaz de contribuir para a geração de empregos, o fortalecimento da economia e a valorização da classe trabalhadora brasileira.

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