CLARO: Seguimos firmes na defesa dos trabalhadores em mais uma rodada de negociação com a Claro
No dia 25 de junho, nós, da Federação Livre, juntamente com os sindicatos que compõem a nossa Comissão Nacional de Negociação, voltamos à mesa com a Claro para discutir o PPR 2026 e apresentar uma série de reivindicações construídas a partir das demandas dos trabalhadores de todo o país.
Logo no início da reunião, deixamos claro que não aceitamos a proposta da empresa de excluir do recebimento do PPR os empregados que pedirem demissão antes da data do pagamento. Nossa posição é objetiva: quem trabalhou, contribuiu para o cumprimento das metas e ajudou a empresa a alcançar seus resultados tem direito de participar do programa, independentemente de permanecer ou não na empresa.
Também rejeitamos a proposta da Claro de adiar o pagamento do PPR para junho de 2027 aos empregados ativos e julho de 2027 aos desligados. Historicamente, esse pagamento sempre ocorreu na véspera do Carnaval, e entendemos que a empresa possui condições financeiras para manter esse calendário. Não há justificativa para transferir esse compromisso e penalizar os trabalhadores.
Outro ponto que defendemos foi a ampliação do teto do PPR, passando de 3,6 para 4,2 salários. Esse limite permanece congelado há aproximadamente dez anos, enquanto as metas, a produtividade e os resultados financeiros da Claro cresceram significativamente. É hora de reconhecer esse esforço com uma participação mais justa nos resultados.
Além do PPR, levamos à empresa uma série de questões que precisam de solução imediata. Cobramos providências diante da falta de segurança nas lojas de Rondônia e de outros estados da Região Norte, onde trabalhadores estão expostos a riscos sem o suporte adequado.
Também exigimos a regularização das horas extras dos dias 24 e 31 de dezembro de 2025, já que o meio expediente previsto no Acordo Coletivo não foi respeitado.
Defendemos ainda a implantação da escala de revezamento para que as trabalhadoras atuem em domingos alternados, conforme determina a legislação e como já ocorre em outras unidades da empresa. Da mesma forma, cobramos a apuração rigorosa das denúncias de assédio envolvendo uma loja própria da Claro em Porto Velho, reforçando que não aceitaremos qualquer ambiente de trabalho marcado por desrespeito ou violência.
Pensando na próxima Campanha Salarial 2026, reafirmamos nossa defesa de um reajuste salarial com reposição integral do INPC acrescida de ganho real, valorizando quem constrói diariamente os resultados da empresa.
Também solicitamos que a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho seja concluída antes do período eleitoral de 2026, garantindo segurança jurídica e evitando atrasos na implementação dos direitos da categoria.
Seguiremos negociando com firmeza, responsabilidade e compromisso para conquistar um PPR mais justo, valorização salarial, melhores condições de trabalho e respeito aos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras da Claro.
