VIVO: Negociação avança, mas proposta ainda não chega a patamar aceitável

Realizamos, nos dias 22 e 23 de setembro, em São Paulo, a quarta rodada de negociação com a VIVO para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. Participaram das discussões representantes da Comissão de Negociação da Federação Livre, que representa trabalhadores dos estados de Rondônia, Amazonas, Rio de Janeiro, Maranhão, Espírito Santo e Pernambuco.
A comissão da Livre rejeitou a proposta e cobrou avanços.. Desde o início da reunião, deixamos claro que os valores apresentados estavam distantes das expectativas dos trabalhadores e trabalhadoras e não atendiam às reivindicações que levamos para a mesa de negociação.
Inicialmente, a VIVO propôs reajuste salarial de 3,5%, com aplicação somente em agosto de 2027, enquanto o documento da negociação registra INPC o reajuste 3.98% dos benefícios na data base. A empresa também apresentou abono de 60% do salário, com valor mínimo de R$ 1.300,00 e pagamento em dezembro de 2026. Para o VA/VR, a proposta inicial previa reajuste de 3,98% para o administrativo e 5,5% para campo e lojas, com aplicação em abril de 2027, além de uma carga extra de R$ 470,00. 

A comissão da Livre rejeitou a proposta e cobrou avanços.
Defendemos que o reajuste salarial tenha, no mínimo, o INPC como parâmetro, que os benefícios tenham ganho real e que o abono ajude efetivamente a compensar as perdas dos trabalhadores. Também cobramos que a empresa considere o esforço realizado pela categoria e os resultados alcançados pela VIVO.
Outro ponto importante da negociação foi a jornada dos trabalhadores de campo. A proposta apresentada pela empresa previa trabalho aos domingos sem remuneração adicional ou pagamento de horas extras. Nós nos posicionamos contra essa mudança. Nossa luta é pela redução da jornada e pela escala 5×2, e não aceitaremos uma alteração que represente retrocesso nas condições de trabalho.

Empresa apresenta nova contraproposta
Depois das nossas cobranças, os representantes da VIVO suspenderam a reunião para analisar os pontos apresentados pela Comissão. Na retomada das negociações, no dia 23, a empresa apresentou uma nova contraproposta.
Houve movimentação em alguns itens: o reajuste do piso salarial passou para 3,70%, com aplicação em agosto de 2027; o abono passou para R$ 1.450,00 ou 64% do salário nominal, com pagamento em novembro; o VA/VR ficou em 5,50% para operacional e lojas e 3,98% para o administrativo; e foi mantida uma carga extra de R$ 470,00 para novembro de 2026. Para os demais benefícios, a proposta passou a prever reajuste de 3,98% em outubro, com exceção dos veículos, cujo reajuste seria em agosto de 2027.
Apesar das alterações apresentadas pela empresa, entendemos que a proposta ainda não chegou ao patamar considerado aceitável pela Federação Livre e pela Comissão de Negociação. Reconhecemos que houve algum avanço, mas ainda existem pontos importantes que precisam melhorar para que tenhamos uma proposta capaz de atender às expectativas da categoria.
Nossa posição é continuar negociando. Queremos construir um acordo que assegure a recomposição dos salários, valorize os benefícios, preserve direitos e reconheça efetivamente a contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras para os resultados da empresa.
Por isso, a negociação não terminou. Encerramos esta rodada entendendo que ainda existe espaço para avanços e uma nova reunião será agendada, em data que será divulgada posteriormente. na data base
Seguiremos firmes na mesa de negociação, cobrando da VIVO uma proposta melhor. A unidade e a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras serão fundamentais nesta próxima etapa para mostrarmos à empresa que a categoria está atenta e espera valorização, respeito aos direitos e melhores condições de trabalho.

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