Cesta básica sobe em 17 capitais em junho; salário mínimo necessário ultrapassa R$ 8,1 mil
O custo da cesta básica voltou a subir na maior parte do país em junho. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Conab, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 17 das 27 capitais pesquisadas, refletindo a continuidade da pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras.
Entre as capitais, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com valor médio de R$ 965,47. Na sequência aparecem Cuiabá, com R$ 937,93, e Rio de Janeiro, com R$ 920,94. Na outra ponta do levantamento, as cestas de menor custo foram encontradas em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73) e Maceió (R$ 671,41).
O estudo também aponta que, para garantir as despesas essenciais de uma família de quatro pessoas — como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência —, o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 8.110,92, valor significativamente superior ao piso nacional vigente.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é divulgada mensalmente pelo DIEESE em parceria com a Conab e acompanha a evolução dos preços dos alimentos básicos nas capitais brasileiras, servindo como um importante indicador do custo de vida e do poder de compra dos trabalhadores.
A pesquisa completa está disponível no site do DIEESE: https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2026/202606cestabasica.html
Pesquisa Nacional da Cesta Básica – Junho de 2026
