Federação Livre reage à tentativa de demissões na Oi sem pagamento de verbas rescisórias

A Federação Livre manifestou repúdio à tentativa de promover demissões em massa na Oi sem o pagamento das verbas rescisórias e demais direitos trabalhistas. A medida foi proposta pelo interventor da empresa, Bruno Rezende, em petição apresentada à 7ª Vara Empresarial, gerando imediata reação da entidade sindical.

Para a Federação Livre, qualquer desligamento deve ocorrer somente após a quitação integral de todos os direitos dos trabalhadores. A entidade considera inadmissível que os empregados da Oi enfrentem a mesma situação vivida pelos trabalhadores da Serede, que ainda aguardam o pagamento de suas verbas rescisórias meses após as demissões.

A Federação destaca que a Oi possui cerca de dois mil empregados diretos em todo o país, muitos deles com anos de dedicação à empresa e que convivem há longo tempo com as incertezas decorrentes do processo de recuperação judicial. Na avaliação da entidade, a proposta apresentada ignora a realidade enfrentada por esses trabalhadores e suas famílias.

Segundo a Federação Livre, ao longo dos últimos meses foram feitas diversas cobranças ao interventor para que fosse apresentado um plano destinado aos empregados que permanecem ociosos, assegurando uma saída digna, com o pagamento integral das verbas rescisórias e demais direitos trabalhistas. No entanto, a entidade afirma que nenhuma solução concreta foi apresentada.

Diante desse cenário, a Federação Livre reafirma que continuará atuando em todas as frentes, inclusive na esfera judicial, para impedir que ocorram demissões sem a quitação integral dos direitos trabalhistas. A entidade também seguirá acompanhando a situação dos trabalhadores da Serede e da Oi, defendendo que qualquer processo de desligamento respeite a legislação e garanta o pagamento de todas as verbas rescisórias devidas.

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