Trabalhadores e trabalhadoras realizam manifestação no Rio em defesa dos direitos da categoria e cobram garantias da Oi

Trabalhadores e trabalhadoras da Oi, dirigentes da Federação Livre e representantes dos sindicatos filiados do Rio, ES, PE, MA, AM e RO realizaram, nesta quinta-feira (29), uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para cobrar o respeito aos direitos da categoria e denunciar os impactos da crise enfrentada pela empresa.

O ato reuniu empregados e ex-empregados preocupados com a possibilidade de demissões sem o pagamento das verbas rescisórias e com a situação dos trabalhadores da Serede, que ainda aguardam o recebimento de direitos trabalhistas que deveriam ter sido quitados. “O administrador judicial foi alertado diversas vezes pelas entidades sindicais sobre a gravidade da situação, mas nenhuma providência concreta foi tomada. Agora, existe a tentativa de promover demissões sem o pagamento das verbas rescisórias, o que representa uma injustiça ainda maior. Estamos mobilizados para defender os trabalhadores e exigir que todos os direitos sejam garantidos o mais rápido possível.” Afirmou Luís Antônio, presidente da FITT Livre e do Sinttel Rio.

Manifestação aconteceram no Estado do Espirito Santo

Durante a mobilização, os participantes destacaram a preocupação com a tentativa de venda acelerada dos últimos ativos da Oi e defenderam que qualquer medida relacionada ao processo de recuperação judicial respeite integralmente a legislação e preserve a continuidade dos serviços essenciais prestados pela companhia. “Nós alertamos, desde o ano passado, sobre a situação dos trabalhadores da Oi e defendemos que as demissões só poderiam acontecer com o pagamento integral das indenizações. Foram liberados recursos importantes, mas os trabalhadores e trabalhadoras continuam sem respostas. É inadmissível que empregados e ex-empregados permaneçam meses aguardando seus direitos. Estamos cobrando o reconhecimento das responsabilidades e uma solução definitiva para que essa injustiça não se torne permanente.” Completou Francisco Isidoro, dirigente da FITT Livre e do Sinttel Rio.

Em Manaus houve protestos nas ruas também

Entre as principais reivindicações apresentadas pela Federação Livre e pelos sindicatos filiados estão a garantia de que nenhuma demissão ocorra sem o pagamento integral das verbas rescisórias, a quitação imediata dos valores devidos aos ex-trabalhadores da Serede e o respeito aos direitos daqueles que dedicaram anos de trabalho à empresa.

Os dirigentes sindicais afirmaram que a grave situação financeira da Oi não pode servir de justificativa para a retirada de direitos trabalhistas nem para a adoção de medidas que prejudiquem milhares de famílias que dependem desses recursos.

Segundo a Federação Livre, a mobilização busca chamar a atenção para a necessidade de encontrar soluções que garantam a proteção dos trabalhadores e assegurem a manutenção dos serviços prestados a milhões de brasileiros.

Ao final do ato, representantes das entidades reafirmaram que continuarão acompanhando os desdobramentos do processo e cobrando providências para impedir que empregados e ex-empregados sejam prejudicados em meio à reestruturação da companhia.

Entre as palavras de ordem que marcaram a manifestação estavam:
•⁠ ⁠Nenhuma demissão sem pagamento das verbas rescisórias.
•⁠ ⁠Pagamento imediato dos direitos dos trabalhadores da Serede.
•⁠ ⁠Respeito aos direitos de quem dedicou anos de trabalho à empresa.

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